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sábado, 6 de agosto de 2011

Diários de Che Guevara


Sim. Ainda não tinha visto. Imperdoável. Adorei.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Cinema de fim-de-semana







Tropa de Elite 2: se estivessemos a falar de um filme de Hollywood estaríamos perante um candidato a prémios. Não tenho dúvidas (aliás, o 1º ganhou um Urso de Ouro em Berlim). A crueza com que Padilha volta a expor a problemática da realidade das favelas, da corrupção policial e politica, da pobreza, das milicias, do narcotráfico, enfim, de um retrato de parte do povo brasileiro, é mais uma vez notável. Novo destaque para a o Capitão Nascimento (Wagner Moura), personagem profunda e assombrosa. Excelente interpretação.




Quanto ao "O Turista", uma trampa. Uma trampa em Veneza, mas uma trampa.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

BAFTA 2011


Curioso para ver "O Discurso do Rei".
Resultados aqui.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Condenados de Shawshank


Com todo o seu romantismo exacerbado, foi uma delicia vê-lo novamente. Especialmente porque apenas tinha breves memórias de na infância ficar muito sensibilizado com a história. Sentimento, certamente, partilhado pela "nossa" geração.

A condição humana, a reabilitação social, a violência nas prisões, a resistência psicológica, as relações humanas e a amizade são temas de destaque. As interpretações são inquestionáveis.

Excelente. Mítico.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Up in the Air


Depois de perdida a oportunidade de ver no cinema, aproveito o 1º dia de férias para ver o já "antigo" "Up in the Air", um filme de Jason Reitman (Juno), com Clooney e Vera Farmiga nos principais papéis. Com um argumento muito apelativo, nesta comédia com um toque dramático, somos confrontados com temas, perspectivas e dúvidas que num momento ou outro se colocaram na vida de todos nós. Sobressai de imediato a dualidade na escolha de uma vida individualista, desprendida, sem obrigações ou pressionantes laços familiares ou o conforto de um lar, o amor de uma família e a rotina que daí advêm. Por ligação são abordados temas actuais como o desemprego em massa, a crise económica e o deterioramento das relações sociais.

A forma como Clooney, através, da sua personagem, transmite a ideia que afinal não é assim tão cool vestir Hugo Boss, ter bom aspecto e muitas milhas, para viver sozinho, passar a vida metido em Aviões e Aeroportos, ter um T1 descaracterizado e limitar as relações com os familiares, é simplesmente soberba.

domingo, 14 de março de 2010

Alice in Wonderland


As minhas expectativas eram muito elevadas. Não em relação à história mas relativamente ao imaginário que Tim Burton consegue criar. E nesse aspecto o filme vai totalmente de encontro com as expectativas. Suportado pela moda 3D, "Alice in Wonderland" é um conto extraordináriamente bem concebido, cuja história é simples, apaixonante e com as personagens que já conhecemos a ganharem uma vida nunca antes vista. Mesmo na humilde sala "Vivacine" vale bem a pena.


E, claro, johnny com mais uma interpretação fabulosa.

sábado, 6 de março de 2010

Oscares 2010


Mais uma vez a expectativa é grande. Desta vez caberá ao repetente Steve Martin e Alec Baldwin a apresentação do evento. Depois da surpreendente actuação de Hugh Jackman no ano passado, a fasquia está lá em cima.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Sherlock Holmes



Muito haveria para dizer, mas o melhor é mesmo ver.
Sugiro apenas que esquecam a personagem clássica de Sherlock Holmes e aceitem a excepcional visão de Guy Ritchie.

Apenas algumas notas: brutal recriação de Londres séc.XIX; excelente elenco, com Downey Jr. e Jude Law a liderar; efeitos especiais do futuro adaptados ao passado; a beleza de Kelly Reilly; esperar pela continuação...

terça-feira, 28 de abril de 2009

Che


Nada melhor que num Domingo ventoso, abrigarmo-nos num local aprazível, confortável, cheio de mística. Ainda para mais para ver um filme. O Alvaláxia é assim (...na verdade só a Loja Verde e os Cinemas se aproveitam).
O filme "Che, O Argentino" (1ª parte, está dividido em dois) remete-nos para o cenário mais compulsivo da ascensão de Fidel e consequente queda de Batista. Uma luta feita a partir da selva e da conquista das vilas coloridas, tão características de Cuba. No 2º, "Che, A Guerrilha", os cenários são mais inóspitos, secos, colocando a nú a pobreza e a vida campónia da Bolivia.
A intervenção guerrilheira e a crença na luta armada são as imagens de marca de uma figura histórica incontestável. Apesar de ligeiramente romantizada, Soderbergh dá-nos uma imagem credível de Ernesto Che Guevara. Alguém que acredita na revolução, na América do Sul como um todo, no socialismo puro, na defesa dos camponeses e mineiros, alguém que luta contra o analfabetismo (para que o povo não se deixe enganar), contra o capitalismo norte-americano e contra as ditaduras militares (como era o caso de Cuba e Bolívia). Mas apreciei a exposição do lado humano de Che. Desde o homem rigoroso no respeito pelas hierarquias, da amabilidade com que tratava os mais necessitados (fruto da sua formação em Medicina), desde os sufocantes ataques de asma, à sua lealdade e solidariedade com os companheiros que guerrilhavam ao seu lado. Da frieza e desprezo pelos desertores, às suas relações amorosas.
Uma perseverança que influenciou mentes de todo o mundo e cujo impacto ainda se faz sentir nos dias de hoje.
Um filme muito competente, à maneira.

quarta-feira, 25 de março de 2009

The Wrestler


Vamos respirar fundo depois deste atribulado inicio de semana e esquecer um pouco essa arte de mandar bitaites sobre casos polémicos desse desporto apaixonante e esquisito.

Ora vi o "The Wrestler". Tomem lá a duvidosa opinião:

Um gajo corroído pela vida. Pelo sucesso e dificuldade em geri-lo. Pelos excessos e impotência na intimidade de uma relação Pai/Filha. O "real american dream" a desmoronar-se num qualquer súburbio de uma grande cidade. Apesar do título, o filme não é sobre Wrestling (aliás, se fosse eu não teria ido ver). Esse é apenas o pano de fundo de um País real, onde a pressão social do fim do século se abate sobre os intocáveis Estados-Unidos. Randy, "The Ram" é assim um ex-lutador que, depois de uma vida de excessos e da conquista de várias mazelas físicas e psicológicas, ganha a vida nos circuitos amadores (a fazer valer alguma da fama que resta) e a trabalhar no talho de um qualquer Supermercado. Apesar das aparentes amizades no meio, esses lutadores são demasiado reais para que Randy não se sinta verdadeiramente só. A solidão é "o" tema e as relações de "The Ram" resumem-se à melhor amiga, que graciosamente o anima nos "privados" de um strip-club (Marisa Tomei numa excelente interpretação) e a uma tentativa frustrada de reatar com a sua filha (produto do novo século: lésbica e fã dos Vampire Weekend).

Mickey Rourke interpreta o papel da sua vida, feito à sua medida, ele que na vida real balanceou entre o regresso ao grandes ecrãs ou à recolha permanente a uma vida de hábitos menos saudáveis.

A não perder maltinha (relembro o post onde Mickey recebe o Bafta).

segunda-feira, 16 de março de 2009

Gomorra


Gomorra é um filme/documentário sobre a máfia napolitana, uma adaptação do best-seller de Roberto Saviano, que resultou em sucessivas ameaças de morte e uma protecção policial permanente. Deste acto que foi escrever um livro sobre a organização criminosa napolitana Camorra, nasceu um filme ultra-realista, que expõe os subúrbios napolitanos e a forma como a sua gente vive e sobrevive à mercê da teia criminosa. Numa lógica de acompanhamento de várias personagens, temos Marco e Ciro, que pretendem viver no mundo da delinquência, mas numa óptica independente, vontade esta com consequências irreversíveis. Temos o pequeno Toto, um jovem de 13 anos, um anti-herói, um pequeno apreciado pelos mais velhos, mas cuja conexão com este mundo do crime se torna inevitável, tendo que prestar duras provas da sua coragem. Acompanhamos Pasquale, um alfaiate que, numa tentativa de ganhar mais algum, vende a sua técnica aos chineses, que produzem em massa e reduzem potenciais lucros. E temos a história de Don Ciro, elemento de ligação entre o clã e os moradores que pagam uma espécie de dizima obrigatória. Esta perspectiva da realidade permite aproximar o espectador de uma crueza única, não sendo possível distinguir a realidade da ficção. Peca, no entanto, pela fraca estrutura narrativa e pelo ritmo pouco acelerado. Ainda assim não deixa de ser um marco no cinema sobre o mundo do crime.


Uma nota interessante: vários dos actores que personalizaram chefes da organização já foram detidos por serem mafiosos na vida real.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

The Oscars


Não aguentei até ao final. O sacana do João Pestana pressionou alto e vacilei. Vi até ao momento em que Sean Penn recebeu a merecida estatueta (ainda que considere espantosa a interpretação de Frank Lengella no papel de Nixon). A cerimónia foi, claramente, diferente dos últimos anos. Sou um confesso admirador do estilo corrosivo de Jon Stewart ou do modelo inato e cómico de Steve Martin e Chris Rock, no entanto apreciei bastante esta lufada de ar fresco. O glamour ao estilo Broadway, num ambiente mais intimista e simplista, resultou numa cerimónia mais ligeira e fácil de gostar. Achei delicioso o pormenor de serem 5 antigos vencedores a apresentar os nomeados e a entregarem a estatueta ao vencedor de 2009. Quanto ao grande vencedor, a lista fala por si. Aqui têm os melhores momentos.
Este foi o poster dos Oscares desse grande ano. 1980.


domingo, 22 de fevereiro de 2009

Cerimónia


Está quase a começar.

Entretanto acabei de ver o Frost/Nixon. Espectacular.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Family Guy


Edição de coleccionador. Ocuparam parte da minha sexta de gazeta. E que bem. Um delírio.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Mickey Rourke BAFTA Speech



AQUI podes chekar os vencedores.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Slumdog Millionaire



Quando era mais novo e não tinha voto na matéria, a Dona Stella "obrigava-me" (porque não alugava outros) a ver os clássicos filmes de Bollywood. Tantas histórias de amor trágicas e arrebatadoras que passaram no velhinho leitor VHS Tensai (na altura um sinal de sofisticação). Portanto, qualquer opinião que possa tecer sobre um filme passado na Índia (porque este não é um filme indiano) é sempre suportado por esta dolorosa experiência.


Sempre achei a Índia um pais de contrastes. A cor, o exotismo, as especiarias, a espiritualidade e a musica fazem da Índia um local único. No entanto, a pobreza extrema, o terrorismo sustentado na religião, a corrupção, o sistema de castas, a demografia sem planeamento ou os hábitos menos higiénicos revelam um dos cenários mais assustadores do mundo.


Slumdog Millionaire revela-nos este mundo de contrastes. Porém Danny Boyle (realizador de "Trainspotting", "The Beach" ou "28 Days Later") terá que sujeitar-se à acusação de que construiu uma "pornografia da pobreza" com um "exotismo musical de fundo". Creio que numa tentativa de fazer um filme pop, urbano, moderno e com uma forte dose de multiculturalismo, Boyle faz uma exposição demasiado crua de Mumbai para a abordar de forma tão ligeira e superficial, como é fazê-lo através de uma utópica vitória de um concurso televisivo, que alegra toda uma cidade. Ainda assim destaco a forma como, num género Oliver Twist, somos presenteados com a ideia de "Destino" e de uma aprendizagem através da sabedoria da vida. O percurso de Jamal é envolvente e as aventuras com o seu irmão Salim são um deleito para o espectador.


A máquina norte-americana e britânica que está por detrás de Slumdog Millionaire, fazem do mesmo, um filme ocidental com um plano geográfico alternativo. Nesta perspectiva, e apesar deste cenário ser a Índia, aguardava um final mais "social" (ao jeito de "Cidade de Deus" - a comparação é inevitavel) em detrimento da típica e arrebatadora história de amor que a Dona Stella tanto aprecia.


Aquilo que considero verdadeiramente extraordinário no filme é a sua banda sonora. Oiçam aqui. Fantástica.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

22 Fevereiro

Vejam aqui os nomeados e se estiverem para ai virados, deixem nota dos vossos favoritos:

http://cinema.ptgate.pt/arquivo/oscares

sábado, 24 de janeiro de 2009

The Curious Case of Benjamin Button


Ontem foi noite de cinema. Numa agradável visita de alguns Sherow´s, aproveitámos a noite fria e refugiamo-nos numa das confortaveis salas do Alvaláxia para ver "O Estranho caso de Benjamin Button", último filme de David Fincher (o meu realizador favorito), baseado na short-story do escritor norte-americano F.Scott Fitzgerald. A história baseia-se no singular caso de Benjamin Button (Brad Pitt), um homem que vive a sua vida num sentido inverso. Nasce num corpo de velho e morre num corpo de bebé. No decorrer desta aventura que é a sua vida, Banjamin tem que gerir uma arrebatada relação amorosa (depois de "Babel", Brad Pitt e Cate Blanchett voltam a formar um casal interessante) com as implicações de dois seres que vivem num sentido inverso. A adaptação da obra, segundo os críticos (não li o livro) roça a perfeição, é um romance num cenário penoso e anormal, com um lado negro acentuado. Mas a peripécia que foi a vida de Benjamin também proporciona momentos jubilosos. E é esta relação que dá qualidade ao filme. Sem dúvida que outro factor de destaque são os fascinantes efeitos especiais e métodos utilizados no envelhecimento/rejuvenescimento das personagens.

Hoje em dia, numa ida ao cinema estamos sempre à espera de ser altamente surpreendidos. Neste caso, tratando-se de um argumento adaptado, e à excepção do nível de detalhe dos efeitos especiais e fotografia, isso não acontece. Mas não é isso que se pretende. Apesar da sensação de que falta alguma coisa, a história é retratada de forma quase perfeita, transformando um tradicional e ilógico conto americano, numa fascinante obra de cinema. São só 11 as nomeações para os Óscares.
Nota: Não tem o ritmo inovador a que Fincher nos habituou com Seven, The Game ou com o magnifico Fight Club, mas foi uma importante forma de mostrar a sua polivalência.
Depois do cinema fomos todos à casa do Lumiar beber um café na nova coqueluche da minha casa: Nespresso. Cremoso, perfeito.



quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

RocknRolla



"As pessoas perguntam-me...o que é um RocknRolla? E eu digo-lhes: não tem nada a ver com drogas, nem com a batida ou o soro na veia, oh não. Há muito mais do que isso, amigo. Todos nós gostamos de algo específico na nossa vida: para uns é o dinheiro, para outros são as drogas, a outros é o sexo. Mas é muito mais que o glamour, dinheiro e a fama. Um RocknRolla é diferente. Porquê? Porque um verdadeiro RocknRolla quer o lote completo"

Proibido não ver.


terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Globos de Ouro 2009


Lista vencedores - cinema:
Melhor Filme Dramático: Slumdog Millionaire
Melhor Actriz num Filme Dramático: Kate Winslet por "Revolutionary Road"
Melhor Actor num Filme Dramático: Mickey Rourke por "The Wrestler"
Melhor Filme Musical ou de Comédia: Vicky Cristina
Actriz num Filme Musical ou de Comédia: Sally Hawkins por "Happy-Go-Lucky"
Melhor Actor num Filme Musical ou de Comédia: Colin Farrell por "In Bruges"
Melhor Actriz Secundária num Filme: Kate Winslet por "The Reader"
Melhor Actor Secundário num Filme: Heath Ledger por "The Dark Knight"
Melhor Filme de Animação: Wall-E
Melhor Filme de Língua Estrangeira: Waltz With Bashir (Israel)
Melhor Realização: Danny Boyle por "Slumdog Millionaire"
Melhor Argumento: Slumdog Millionaire
Melhor Banda Sonora Original: Slumdog Millionaire
Melhor Canção Original de um Filme: "The Wrestler" - Bruce Springsteen