
António Magalhães (Director-Adjunto), in Record.
"Uma semana de promoção bem animada-como por várias vezes foi referido nestas mesmas colunas-terminou com uma festa encarnada e...vermelha de vergonha. A mancha de suspeita levantada pelo Benfica sobre a capacidade física dos jogadores do Sporting (de tal forma que exigiu controlo anti-doping no jogo do Algarve, esperando-se, agora que tudo terminou, que haja o devido esclarecimento institucional) já não era bom prenúncio, mas o que se viu no campo superou tudo isso. A Taça da Liga não merecia um final assim: com um resultado falseado por um penalti que não existiu, a expulsão consequente de um jogador (Pedro Silva) que antes de sair de campo deu uma peitada no árbitro e, já depois da derrota consumada, atirou fora a medalha de finalista vencido, acabaram por ser as imagens que infelizmente ficam na história desta final. obra pouco dos bons pedaços de futebol que em boa verdade também os houve, das defesas heróicas de Quim e até da festa encarnada. Para aqueles que gostam de futebol e pugnam pela verdade desportiva, fica sobretudo a vergonha. Paulo Bento teve um gesto, logo após a marcação do penalti de Reyes, que será severamente criticado e, sabe-se lá?, sancionado. O gesto espalhou-se pelas bancadas, devidamente enquadrado pela TV, e em boa verdade diz tudo. Foi uma traição muito grande. Para o jogo, claro, para o Sporting, inevitavelmente, e , aqui para nós, também para o Presidente da Liga que tanto se tem batido pela credibilidade do futebol. A conquista da Calsberg Cup não salvava a época a ninguém. Creio que muito menos salvará a do Benfica e de Quique Flores, para mais conquistada da forma como foi. Qualquer adepto, seja benfiquista ou de qualquer outro clube, pode estar sedento de vitórias mas não a qualquer preço."